terça-feira, 17 de novembro de 2009

O sonho!

Noite passada, eu tive um sonho.

Sonhei que eu estava subindo a escada de casa e, no meio perdi o fôlego de uma maneira que nunca tinha acontecido, comecei a ficar ofegante, tentava pedir ajuda, mas não conseguia, não conseguia falar, não conseguia respirar, não conseguia nem ao menos dar mais um passo em direção ao fim da escada. E tudo começou a ficar escuro, a tontura começou a chegar e eu desmaiei.

Quando acordei estava em um hospital, minha mãe chorando ao meu lado o meu pai também estava ali ajoelhado diante de uma santa rezando, meu irmão estava na porta me olhando, um olhar que não sai da minha cabeça, aquele olhar distante, mergulhado em pensamentos, sofrendo! Eu não estava entendendo absolutamente nada, derrepente me dei conta de que estava com fios por todo o corpo, mas um particularmente me chamou a atenção, dois caninhos dentro das minhas narinas. Eu ainda sentia certa dificuldade em respirar.

Quando me viram acordada, os três correram ao pé da cama e entre lagrimas e sorrisos foram me enchendo de perguntas, para saber se eu estava bem. Eu consegui depois de muito tentar, perguntar o que estava acontecendo.. o quarto ficou em silêncio, e então minha mãe me disse: ‘filha, tenho uma coisa para te contar, mas antes eu quero que saiba que vamos estar aqui ao seu lado, sempre!’. Pelo tom de voz dela, comecei a chorar, mas o ar começou a faltar e eu tive que conter as lagrimas para não desmaiar novamente. Então ela começou a falar:

“Filha, você desmaiou na escada de casa e ficou 48h apagada, nesse tempo os médicos fizeram exames em você, tentando entender o que estava acontecendo. Depois de te examinarem, um dos médicos sugeriu um pneumologista. O médico foi chamado, te examinou, fez exames e então foi diagnosticada a sua doença. Devido ao fato de você fumar por 4 anos, você acabou desenvolvendo câncer de pulmão. Já está em um estado avançado, sendo que a cirurgia pode ser perigoso ...”, já esta em um estado avançado... cirurgia pode ser perigoso.. foram com essas palavras que eu acordei em um sobressalto, ofegante, com lagrimas nos olhos, em real desespero.. Olhei para o lado e me deparei com a minha carteira de cigarros. Foi nesse momento que eu percebi que eu estava tentando me matar. Nesse mesmo dia, a noite, eu fiz uma promessa para minha mãe, para meu pai, meu irmão, mas principalmente para mim. Eu prometi que vou parar de fumar, e a 5 minutos eu fumei meu ultimo cigarro, e dessa vez eu sinto que é realmente o ultimo. Porque eu preciso. Chega de dar ‘sorte ao azar’.

O sonho pode ter sido somente um sonho, mas também pode ter sido um aviso. E eu sou uma pessoa que sei como entender o recado. Estou feliz, porque durante esses 4 anos essa é a primeira vez que eu realmente QUERO parar, que eu REALMENTE quero voltar a respirar normalmente, sem tosse, sem pigarro, sem fraqueza.. eu quero e eu vou conseguir. E desde já eu estou me perguntando, em todos esses anos o que o cigarro trouxe de bom para mim? A resposta é clara não é mesmo? Então para que continuar me matando? Pois é, estou parando.. quer saber, eu JÁ parei! Boa noite!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Pois é!

Estou tentando de todas as maneiras possíveis e imagináveis colocar a minha cabeça no lugar, e repassar os acontecimentos de hoje. Estou tentando entender como ele pode mudar tanto e eu ter demorado mais ainda para perceber que meu pai, nunca mais vai ser o mesmo de antes.

Hoje, ele me magoou como nunca tinha feito. Logo ele que me disse uma vez que iria chegar um momento da vida que eu teria que escolher definitivamente o que fazer para o resto de meus dias e, que eu deveria pensar muito bem para lá na frente não me arrepender. Mas, ele esqueceu de mencionar na época, que ELE iria estipular um tempo para isso.

Eu decidi, depois de muitas noites em claro pensando, que ficaria mais um tempo parada (em relação a faculdade) porque sinceramente, não quero começar um outro curso e depois parar novamente, e muito menos ficar “jogando dinheiro fora”. Enfim.. e como sempre comuniquei minha decisão para meu pai. Eu só não imaginava que ele iria transformar isso em um problema tão, como posso dizer... significante. E também, não poderia imaginar que ele não teria a coragem de me ligar, e falar diretamente comigo ao invés de ficar mandando “recadinhos” pelo meu irmão.

Enfim.. o fato é que, escutando meu irmão falar o que ele pediu, que se resume em “você vai mandar o dinheiro que ‘supostamente’ era para sua faculdade para ele, porque ele não confia em você muito menos na sua mãe e vai abrir uma poupança para esse dinheiro. Ele não gostou do fato de você ficar mais um tempo parada, porque ele não acredita na sua capacidade de fazer uma faculdade..” o problema não é o dinheiro, ele quer que eu mande eu mando. Tanto porque o dinheiro é dele. Mais o que me chateou de verdade, o que me fez chorar e pensar em tudo, foi o fato de que eu percebi que eu já não tenho mais meu pai, que ele já não acredita em mim (se é que um dia acreditou), que hoje, ele se tornou meu “contador”. ISSO me magoa eu estar perdendo meu pai, sabe lá porque, e estar de mãos atadas.

Mas quer saber, depois de muito pensar, eu tomei uma decisão. Ele quer o dinheiro, ele vai ter. Se ele quiser tudo que ele me da de volta, ele vai ter. Mas eu não vou abaixar a minha cabeça, agora é a minha vez de mostrar o que eu sou capaz, é minha vez de falar e a vez DELE de escutar.. Infelizmente, eu cansei.. cansei de tentar de todas as maneiras possíveis dar orgulho para ele e só levar “na cara”, cansei do pessimismo dele. Posso não ser a filha que ele sempre quis, mas vou mostrar que sou bem melhor do que ele pensa.. só espero que ele não queira “comprar” o meu afeto também.. espero que ele lembre, antes que seja tarde, como é ser pai..

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Futuro (?)

Ultimamente tenho estado muito confusa (novidade!), em relação ao meu futuro profissional. Por um momento eu já não estou certa que jornalismo foi “feito” para mim. Já não estou certa que eu seria capaz de me destacar no mercado, ser uma boa profissional. Minha cabeça está a mil por hora tentando encontrar respostas para todas as perguntas que insistem em tomar conta dos meus pensamentos.

Aqueles famosos “E se..” é o que mais tem me perseguido..

“E se eu tivesse continuado em Maringá?”

“E se na época eu tivesse escolhido outro curso?”

“E se ..”

“E se ..”

Eu não consigo deitar a minha cabeça no travesseiro à noite e ter certeza do que eu quero, entende? Está tudo rodando, tudo confuso, muitas perguntas sem respostas. O fato é que desde que me mudei eu já “passei” por vários cursos: cinema, veterinária (inacreditável), psicologia, ed. Física, etc.

Então eu paro e tiro todos esses cursos da cabeça e me foco em jornalismo, me foco no fato que eu AMO escrever, AMO me comunicar, interagir, sou curiosa, AMO leitura, fotografia não preciso nem dizer, quem me conhece sabe. Ou seja, eu me encaixo no “perfil” de jornalista, mas porque eu não me sinto completa quando penso no meu futuro? Porque eu não consigo me imaginar formada, como jornalista? Se eu tenho todos os “sintomas” para tal profissão, porque alguma coisa em mim diz que estou indo pelo caminho errado?

Às vezes eu penso que nasci para algo diferente, além do que faculdade pode lhe dar, mas me respondam, o que um ser humano é hoje sem faculdade? O que o país, ou exagerando o mundo, tem a oferecer para as pessoas que não tem uma graduação? Nada, a resposta é clara e objetiva, NADA! É como se a faculdade fosse OBRIGAÇÃO, como se caso você não se formasse a sua família inteira a olharia com desprezo. Eu não quero isso, mas também não sei o que eu quero. Estou confusa, mais do que nunca estive.. Boa noite!

domingo, 8 de novembro de 2009

Vai entender..



Estava pensando como a vida se faz irônica em alguns momentos.

Você conhece o cara dos seus sonhos, aquele que faz pouco, mas o pouco que faz é suficiente para ficar no seu pensamento. Aquele que faz você rir sem motivo aparente, que te trata como a mulher mais linda do mundo, que sabe o que dizer, mas que não diz aquelas coisas que os homens ACHAM que as mulheres gostam de escutar, na verdade ele fala coisas simples mas que fazem dele diferente. Aquele homem que não é o “cara mais lindo da cidade”, mas sem sombra de duvidas é o mais charmoso. Aquele que você reconhece o barulho do carro quando está chegando e que o seu coração dispara só de pensar que ele está próximo de você e que para no meio de uma rua movimentada só para te dizer “olá” e dizer quão linda você está. Então, tudo passa pela cabeça, desde o dia em que se conheceram até a conversa que tiveram a pouco tempo, que ele olhou para ela e disse “Eu não posso te enganar, eu namoro a algum tempo”, você fica totalmente sem palavras, tem vontade de gritar com ele, de chutar, bater, chorar ou na pior das hipóteses tacar uma cadeira em sua cabeça. Mas você se segura e diz “tudo bem, mas isso muda muita coisa”, e ele faz aquela cara charmosa que só ele sabe e diz “eu sei, mas eu não ia achar justo mentir para você”.

Você fica pensando naquela conversa por um bom tempo tentando de todas as maneiras achar uma ‘desculpa’ para se envolver com ele. Mas você percebe que é impossível, vai contra os seus princípios e que o mais certo a se fazer é se afastar, antes que acabe se tornando algo maior ainda. Você chega a pensar ‘mas e se ele se apaixonar por mim e, mas pra frente terminar e nós ficarmos juntos’. Então, a realidade vem à tona e você sabe que isso é impossível. Sabe, por experiência, que um homem nunca largaria um relacionamento estável por uma ‘paixonite’. O que resta fazer é se trancafiar novamente em seu mundo, se fechar mais uma vez, e esperar.. esperar.. esperar ... e sabe o que é mais intrigante de toda essa história, é que vocês nem tiveram seu primeiro beijo.

Vai entender a cabeça de uma mulher, vai entender!