terça-feira, 27 de outubro de 2009

Um dia para se lembrar ...

Hoje é um dia triste para mim, pois eu presenciei uma cena que com toda a certeza eu nunca na minha vida vou esquecer. Não vou esquecer dos olhos triste e desconsolado de um pai que escuta de sua própria filha ‘eu te odeio’. Não vou esquecer da raiva que tomou conta de seu olhar e o cegou por um tempo. Não vou esquecer de como eu me posicionei na frente dela para que ele não batesse nela e o modo como ela agarrou os meus braços para se proteger. E depois, de um tempo quando os ânimos se acalmaram, não vou esquecer nenhum minuto da voz dele triste, pois, o choro não deixava que suas palavras saíssem de uma maneira que desse para entender.

Não vou esquecer do jeito que ela falou olhando nos meus olhos algo que eu não ousaria repetir aqui, pois realmente me deixou muito abalada. E nesse momento que estou escrevendo, depois que a calma tomou conta de todos eles estão conversando no quarto e provavelmente já se abraçaram com vários pedidos de desculpas. Agora eu me sinto melhor, me sinto bem por ter entrado na frente dele e não ter o deixado cometer uma loucura, de ter segurado a mão dela e acalma-la. De ter dado um abraço longo nele e dizer que estou ao seu lado, para ajudá-lo em tudo que estiver ao meu alcance.

E depois do furacão ter passado e tudo estar voltando ao normal, não pude deixar de pensar no meu pai e como teria sido exatamente da mesma maneira se eu tivesse agido de forma diferente em certas ocasiões, se eu tivesse falado tudo que vinha a minha cabeça mais eu me contive, porque sabia o quanto isso o magoaria e como o vendo magoado eu sairia machucada também. Hoje, dei mais valor no homem que me deu a vida e me criou, porque percebi que o amo incondicionalmente e nunca, NUNCA, seria capaz de fazer nenhum tipo de mau pra ele. E hoje também, dei mais valor a esse pai que perdeu a paciência com a filha, vi algo que eu nunca tinha visto, vi o quanto ele sofre por essa distância que nasceu entre eles e o quão importante ele é pra mim. Como a infelicidade dele é minha infelicidade assim como tudo o que ele está sentindo. E que o amo também, o amo como se fosse meu segundo pai. O amo incondicionalmente. O amo com um amor sincero e eterno. Enfim.. eu só queria dizer para todos, dêem valor naquele homem que chamam de pai, porque por mais ruim que você seja, por mais delinqüente, que seja, ele sempre vai te amar de uma forma que nenhum outro homem será capaz.

domingo, 25 de outubro de 2009

Um dia de rodeio ..

Esse final de semana fiz algo que há muito tempo não fazia, por ‘livre e espontânea pressão’ da minha mãe eu a acompanhei no rodeio da cidade. Já tinha me esquecido de como a energia do rodeio, do locutor, do publico nos contagia e por mais que seu humor não esteja dos melhores, no final da noite você está sorrindo sem motivo aparente. E a companhia da minha mãe e do meu PAIdrasto fez com que a noite se tornasse mais e mais agradável. Enfim, o fato é que era para eu ter ido somente um dia e adivinha? Lá estava eu no segundo dia, torcendo pelo touro e não pelo peão e depois ‘curtindo’ um Teodoro e Sampaio. Pensando nisso agora eu não consigo segurar o riso. Mais não me arrependo de ter ido, porque por mais que tenha sido somente dois dias, alguma coisa mudou dentro de mim. Não sei como explicar o que estou pensando e sentindo, mais o fato é que eu percebi que eu não posso me trancafiar em um mundo, não posso me rotular de uma coisa sendo que sou perfeitamente capaz de me divertir em algo totalmente oposto.

Enfim.. no segundo dia eu sai para dar uma volta pelo ‘parque’ com uma amiga. E tenho que confessar, eu nunca tinha visto tantos homens lindos por aqui. Mas, por mais lindo que fossem, nenhum me chamou realmente a atenção de cara, acho que é porque eu estou em um momento mais reservado, onde eu quero o meu mundo só pra mim, se é que alguém consegue entender. Depois de um bom tempo, minha mãe e o Regi foram embora e eu resolvi ficar mais um pouco.

Eu e minha amiga estávamos perto do palco (sim, eu fiquei perto do palco) foi então que eu o vi pela primeira vez. Imagine só, um pouco mais alto do que eu, com um chapéu, uma camisa, mais eu juro que ele não usava fivela, uma calça jeans clara e é claro, uma bota. Depois de alguns homens chegarem para me ‘tirar para dançar’ e eu negar, óbvio, porque eu realmente não sei dançar da maneira que eles dançam aqui, eu já estava desistindo da festa e me preparando para ir embora. Então ele veio do meu lado e me chamou para dançar, eu expliquei que não sabia e ele disse que me ensinava. Decidi arriscar. Foi um fiasco. O lado bom foi que tive a oportunidade de conhecê-lo e sinceramente além de lindo há muito tempo eu não ria tanto com alguém.

Enfim.. nos demos bem e acabamos ficando juntos, foi divertido. Trocamos telefones, tiramos fotos juntos, dançamos, conversamos, rimos muito, descobrimos que moramos a 1 hora de distância, e que temos uma diferença de idade BEM significativa mais que ao meu ver não mudou nada. Ele nos levou até em casa, ficamos um bom tempo conversando até eu entrar e ele ir embora. Foi bom conhece-lo, não sei se vou retornar a vê-lo, não por falta de vontade mais digamos que talvez por falta de oportunidade.

E sabe por que foi bom? Porque foi diferente. E porque foi diferente? Porque ele não é mais nenhuma criança, em nenhum sentido. Eu pude conversar com ele sobre assuntos que nenhum ‘moleque’ entenderia. Se eu não encontrar ele novamente, não tem problema. Sinceramente, foi bom ter tido isso por algumas horas, valeu a pena me arriscar no rodeio. Como eu sou extremamente pessimista quanto aos homens eu aprendi a aproveitar o momento e não esperar ele ligar no dia seguinte. Quando você aprende a pensar por essa perspectiva tudo fica muito mais simples e menos angustiante. Fato! Boa noite.

Para meus amores..


Tem algumas pessoas que realmente fazem a diferença nas nossas vidas, não é mesmo? Fico tentando imaginar como eu seria sem essas pessoas e eu tremo só de pensar na ausência dos mesmos. Uma dessas pessoas é minha mãe, claro. Uma mulher magnífica. Que sabe ser além de mãe uma grande amiga. Foi ela que ouviu minha primeira palavra, que viu meu primeiro passo, que me levou no primeiro dia de escola, assim como na primeira aula de natação. Foi ela que me apoiou nas minhas escolhas e quando via que eu estava equivocada, interferia de uma maneira sutil e conseguia me mostrar o melhor caminho. Foi no colo dela que eu chorei por perder um amor e foi ela que me mostrou que a vida continua e que muitos amores vão chegar e partir, mais você tem que se manter em pé, sorrindo, firme e saber que esse não foi o primeiro e nem vai ser o ultimo.

Enfim, ela me ensinou tudo que eu sei e tudo o que eu sou hoje, as minhas idéias, a minha educação, TUDO, eu devo exclusivamente a ela, a minha mãe. Quando eu tinha 16 anos ela se casou novamente e veio embora para São Paulo para tentar dar uma vida melhor para mim e para meu irmão. Muita gente criticou, não acreditou. Mas eu sabia que ela conseguiria, porque o que minha mãe sabe fazer bem é correr atrás dos seus sonhos. E adivinha, ela conseguiu. Hoje temos muita coisa devido ao esforço dela e isso fez com que eu a admirasse mais a cada dia. Passamos por maus bocados, sofri, chorei por não ter seu colo, todo dia era uma batalha contra a saudade, eu sufocava o grito, o choro, a angustia por ter ela tão longe, sempre que dava eu vinha visitá-la, mais não era a mesma coisa, eu não a tinha do meu lado. Depois de um tempo, me acostumei, ainda mais porque sabia que ela não estava sozinha. O marido dela, Reginaldo, é um homem maravilhoso, que ela merece e a faz muito feliz, sendo assim eu o amo como se fosse meu 2º pai.

Hoje, estou novamente de baixo de suas asas e sinceramente, nunca me senti tão protegida e acolhida. Só tenho agradecer por tudo que ela fez e tem feito para mim, eu a amo de verdade, com todas as forças e de uma forma inexplicável. Minha linda mãe, que merece tudo que existe de mais lindo.

Mais a minha mudança para cá, não foi só flores. Tive que fazer uma escolha difícil, porque a minha família está toda no Paraná, e entre meus familiares está à outra pessoa essencial em minha vida, meu pai. Tive que escolher ficar longe dele para conseguir ir atrás do meu futuro. A despedida mais difícil dos últimos tempos. O abraço no dia que fui embora foi um misto de amor e tristeza, pois ambos sabíamos que o nosso próximo encontro demoraria meses. Meu pai, sempre foi um pai maravilhoso, tinha seus defeitos como homem mais como pai, fora perfeito. Sempre estava ao meu lado e onde ele ia, lá estava eu no seu pé. Apesar de ser policial e todos acharem que ele era rígido ele sempre foi muito meigo, carinhoso, atencioso e principalmente amoroso. Tive muita sorte por ter ele como pai. O admiro por ser um homem que sempre trabalhou, veio de uma família humilde, mais conseguiu dar a volta por cima entrando para a carreira militar, e hoje ele conseguiu uma vida confortável e conseguiu dar para seus pais certo conforto também, ele é meu exemplo de vida assim como a minha mãe.

Depois da separação, ele se casou novamente também, com a Luciane o que me deixou feliz, porque ele estava muito solitário e ela trouxe novos brilhos para seus olhos. O problema é que eu não o via com a freqüência que eu gostaria, ele sempre era transferido de cidade e isso fazia com que nossos encontros ficassem cada vez mais raros, eu sentia falta dele, do sorriso dele. Quando fui morar em Maringá, essa situação melhorou já que é lá que ele mora com a esposa. Nos víamos toda semana, nos falávamos quase todos os dias e OBA eu tinha meu pai de volta. Mais parece que por uma ‘brincadeira’ do destino, não ficamos muito tempo juntos, pois, como eu já disse me mudei para São Paulo. E agora, sentada em frente ao computador, escrevendo esse texto, não consigo conter as lágrimas de saudade que insistem em cair dos meus olhos. Pois eu consigo lembrar com muita nitidez o seu sorriso. Seus olhos. Consigo ouvir a sua voz e a sua risada. Suas brincadeiras. Talvez ele não tenha idéia da falta que me faz, na verdade, ninguém faz idéia, só eu sei o que passo todos os dias. Antes eu sofria com a ausência da minha mãe e agora eu sofro pela ausência do meu pai. E eu sei que nunca vai ser possível ter os dois ao mesmo tempo próximos de mim, e isso dói muito. Não que eu quisesse que eles voltassem a viver juntos, não é isso. Eu só gostaria que não houvesse TANTA distância entre nós. Que morássemos na mesma cidade, algo assim. Mais eu sei e já aceitei que isso não vai se tornar realidade e tenho que me contentar com a voz do meu pai pelo telefone e ver ele de meses em meses. Me dói, mais é a minha realidade e eu só posso aceitar isso.

Enfim.. estou esperando ansiosa para o Natal pois, vou poder matar a saudade do meu carequinha e aproveitar a presença dele. E quanto a minha mãe? Vou curtindo ela todos os dias, obrigada.


Vida ..

Não vou começar a contar a minha história desde o começo, porque se eu penso que é cansativo imagina quem estiver lendo. Mais o básico é que eu nasci e cresci no Paraná, sempre fui uma garota muito ativa, brincando o tempo todo, sempre com pessoas em volta de mim, com muita facilidade para fazer novas amizades. Tenho um irmão, chamado Diogo, cinco anos mais velho do que eu. Meus pais, Angela e Ronaldo, se separaram quando eu tinha 14 anos, foi como ver um castelo perfeito e indestrutível, se desmoronar pedra por pedra na minha frente e eu não podia fazer nada. Consegui ‘superar’ essa fase relativamente bem, me foquei em outras coisas, como estudo, família, amigos e é claro arrumei um namorado, mais esse é um assunto que realmente não vale a pena falar. Enfim.. quando eu tinha 17 anos eu entrei para o cursinho, pois eu realmente não sabia o que fazer da minha vida, eu sabia que queria algo na área da comunicação, mais especificamente o que? E só hoje fui entender que naquela época eu fora precipitada.

Mas, não me arrependo de ter feito aquele um ano de cursinho, porque foi devido a essa escolha que eu me aproximei ainda mais da Lisiê. Minha prima. Minha irmã. Não tenho palavras para definir o que ela significa para mim, crescemos juntas, mais os nossos mundos sempre estavam distantes. Tudo mudou naquele ano, sentávamos juntas, conversávamos sobre tudo, e começamos a descobrir que nossa ligação ia além dos laços sanguíneos. E hoje, quando me perguntam quem é a amiga mais importante da minha vida, a resposta está na ponta da língua.

Então a grande época chegou, quando eu tinha que escolher o que eu gostaria de fazer na faculdade. Meu primeiro impulso foi Jornalismo, por ser uma pessoa que gosto de escrever, ler, falar.. enfim.. me comunicar de todas as formas possíveis. E assim foi feito, escolhi uma faculdade em Maringá, e fui morar lá. O primeiro ano foi bom, gostei da faculdade e conheci pessoas maravilhosas e que merecem um canto aqui no blog só para elas, mais ai entra outro texto. Quando passei para o segundo ano eu comecei a perceber que talvez Jornalismo não fosse o mais adequado para mim, o que mais me incomodava era o fato de eu perceber que nessa área você não pode ‘arriscar’ muito, tem umas regrinhas básicas que você não pode fugir delas. Claro, todas as profissões têm regras, só que eu gosto de arriscar, de criar, de fazer algo diferente, de literalmente fugir dessas regras, percebi que no jornalismo ‘fugir das regras’ era uma idéia que não combinava com a profissão. Então, eu tranquei o curso para vim embora para São Paulo, ficar um pouco parada e pensar o que fazer. E aqui estou chegando a uma conclusão. Acredito que achei o que eu quero fazer para o resto da minha vida, ainda tenho algumas dúvidas, mais estou praticamente convencida de que a faculdade de cinema foi feita para mim. Bom é isso, resumidamente, da para ter uma idéia do que eu sou. E estou gostando de compartilhar com algumas pessoas a minha história. Até o próximo texto.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O começo ...


Passou-se um mês desde a minha mudança para São Paulo. Um mês que eu estava na rodoviária me despedindo das pessoas que com toda a certeza levarei para o resto de minha vida. Um mês que eu estava em Maringá, vivendo uma vida de ratarias de rock in roll, muita cerveja, muito cigarro e alguns casos a tira colo. Eu tinha uma vida sossegada, tranquei a faculdade porque já estava com a idéia de vim para sampa, mais eu ainda não sei o que me fez REALMENTE trancar aquela faculdade, não sei se foi o fato de uma pontada de duvida me atingir, sobre se jornalismo era mesmo o que eu gostaria de fazer ou se foi pelo fato de que o meu ‘sonho’ de morar em São Paulo se concretizaria somente se eu terminasse a faculdade aqui. Enfim.. o motivo agora é irrelevante o fato é que eu mudei, eu vim embora, voltei a morar com a minha mãe. O que não é de todo o mau já que aqui eu fui recebida de braços abertos e comecei a ver minha vida por outros ângulos. Conheci novas pessoas e cada uma delas me mostrou de uma maneira diferente o quão interessante essa nova vida vai e está sendo.

Um dia eu estava voltando da academia, pois agora decidi tomar um rumo na minha vida e começar a me cuidar de verdade, cuidar da saúde, enfim.. eu estava caminhando e pensando sobre como tudo mudou de uma hora para outra, pensando nas decisões que eu estava para tomar que vão mudar o meu destino e então percebi que gostaria de compartilhar tudo isso com algumas pessoas, não que alguém vai se interessar pelo que eu escrevo, mais em todo caso, vai estar aqui no Blog a disposição de quem quiser, não sei se eu iria ler a história da minha vida, mais eu sei que estou disposta a escrever. Então é isso, sejam bem vindos à minha vida. E, boa sorte!