domingo, 25 de outubro de 2009

Vida ..

Não vou começar a contar a minha história desde o começo, porque se eu penso que é cansativo imagina quem estiver lendo. Mais o básico é que eu nasci e cresci no Paraná, sempre fui uma garota muito ativa, brincando o tempo todo, sempre com pessoas em volta de mim, com muita facilidade para fazer novas amizades. Tenho um irmão, chamado Diogo, cinco anos mais velho do que eu. Meus pais, Angela e Ronaldo, se separaram quando eu tinha 14 anos, foi como ver um castelo perfeito e indestrutível, se desmoronar pedra por pedra na minha frente e eu não podia fazer nada. Consegui ‘superar’ essa fase relativamente bem, me foquei em outras coisas, como estudo, família, amigos e é claro arrumei um namorado, mais esse é um assunto que realmente não vale a pena falar. Enfim.. quando eu tinha 17 anos eu entrei para o cursinho, pois eu realmente não sabia o que fazer da minha vida, eu sabia que queria algo na área da comunicação, mais especificamente o que? E só hoje fui entender que naquela época eu fora precipitada.

Mas, não me arrependo de ter feito aquele um ano de cursinho, porque foi devido a essa escolha que eu me aproximei ainda mais da Lisiê. Minha prima. Minha irmã. Não tenho palavras para definir o que ela significa para mim, crescemos juntas, mais os nossos mundos sempre estavam distantes. Tudo mudou naquele ano, sentávamos juntas, conversávamos sobre tudo, e começamos a descobrir que nossa ligação ia além dos laços sanguíneos. E hoje, quando me perguntam quem é a amiga mais importante da minha vida, a resposta está na ponta da língua.

Então a grande época chegou, quando eu tinha que escolher o que eu gostaria de fazer na faculdade. Meu primeiro impulso foi Jornalismo, por ser uma pessoa que gosto de escrever, ler, falar.. enfim.. me comunicar de todas as formas possíveis. E assim foi feito, escolhi uma faculdade em Maringá, e fui morar lá. O primeiro ano foi bom, gostei da faculdade e conheci pessoas maravilhosas e que merecem um canto aqui no blog só para elas, mais ai entra outro texto. Quando passei para o segundo ano eu comecei a perceber que talvez Jornalismo não fosse o mais adequado para mim, o que mais me incomodava era o fato de eu perceber que nessa área você não pode ‘arriscar’ muito, tem umas regrinhas básicas que você não pode fugir delas. Claro, todas as profissões têm regras, só que eu gosto de arriscar, de criar, de fazer algo diferente, de literalmente fugir dessas regras, percebi que no jornalismo ‘fugir das regras’ era uma idéia que não combinava com a profissão. Então, eu tranquei o curso para vim embora para São Paulo, ficar um pouco parada e pensar o que fazer. E aqui estou chegando a uma conclusão. Acredito que achei o que eu quero fazer para o resto da minha vida, ainda tenho algumas dúvidas, mais estou praticamente convencida de que a faculdade de cinema foi feita para mim. Bom é isso, resumidamente, da para ter uma idéia do que eu sou. E estou gostando de compartilhar com algumas pessoas a minha história. Até o próximo texto.

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