Esse final de semana fiz algo que há muito tempo não fazia, por ‘livre e espontânea pressão’ da minha mãe eu a acompanhei no rodeio da cidade. Já tinha me esquecido de como a energia do rodeio, do locutor, do publico nos contagia e por mais que seu humor não esteja dos melhores, no final da noite você está sorrindo sem motivo aparente. E a companhia da minha mãe e do meu PAIdrasto fez com que a noite se tornasse mais e mais agradável. Enfim, o fato é que era para eu ter ido somente um dia e adivinha? Lá estava eu no segundo dia, torcendo pelo touro e não pelo peão e depois ‘curtindo’ um Teodoro e Sampaio. Pensando nisso agora eu não consigo segurar o riso. Mais não me arrependo de ter ido, porque por mais que tenha sido somente dois dias, alguma coisa mudou dentro de mim. Não sei como explicar o que estou pensando e sentindo, mais o fato é que eu percebi que eu não posso me trancafiar em um mundo, não posso me rotular de uma coisa sendo que sou perfeitamente capaz de me divertir em algo totalmente oposto.
Enfim.. no segundo dia eu sai para dar uma volta pelo ‘parque’ com uma amiga. E tenho que confessar, eu nunca tinha visto tantos homens lindos por aqui. Mas, por mais lindo que fossem, nenhum me chamou realmente a atenção de cara, acho que é porque eu estou em um momento mais reservado, onde eu quero o meu mundo só pra mim, se é que alguém consegue entender. Depois de um bom tempo, minha mãe e o Regi foram embora e eu resolvi ficar mais um pouco.
Eu e minha amiga estávamos perto do palco (sim, eu fiquei perto do palco) foi então que eu o vi pela primeira vez. Imagine só, um pouco mais alto do que eu, com um chapéu, uma camisa, mais eu juro que ele não usava fivela, uma calça jeans clara e é claro, uma bota. Depois de alguns homens chegarem para me ‘tirar para dançar’ e eu negar, óbvio, porque eu realmente não sei dançar da maneira que eles dançam aqui, eu já estava desistindo da festa e me preparando para ir embora. Então ele veio do meu lado e me chamou para dançar, eu expliquei que não sabia e ele disse que me ensinava. Decidi arriscar. Foi um fiasco. O lado bom foi que tive a oportunidade de conhecê-lo e sinceramente além de lindo há muito tempo eu não ria tanto com alguém.
Enfim.. nos demos bem e acabamos ficando juntos, foi divertido. Trocamos telefones, tiramos fotos juntos, dançamos, conversamos, rimos muito, descobrimos que moramos a 1 hora de distância, e que temos uma diferença de idade BEM significativa mais que ao meu ver não mudou nada. Ele nos levou até em casa, ficamos um bom tempo conversando até eu entrar e ele ir embora. Foi bom conhece-lo, não sei se vou retornar a vê-lo, não por falta de vontade mais digamos que talvez por falta de oportunidade.
E sabe por que foi bom? Porque foi diferente. E porque foi diferente? Porque ele não é mais nenhuma criança, em nenhum sentido. Eu pude conversar com ele sobre assuntos que nenhum ‘moleque’ entenderia. Se eu não encontrar ele novamente, não tem problema. Sinceramente, foi bom ter tido isso por algumas horas, valeu a pena me arriscar no rodeio. Como eu sou extremamente pessimista quanto aos homens eu aprendi a aproveitar o momento e não esperar ele ligar no dia seguinte. Quando você aprende a pensar por essa perspectiva tudo fica muito mais simples e menos angustiante. Fato! Boa noite.

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